HOTí‰IS E POUSADAS: Movimento foi bom no veraneio, mas abaixo do ano passado

13 de março de 2015

 

 

Por Guile Rocha

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O jornal A FOLHA conversou com o presidente da Associação de by browseonline">Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Torres (AHRBS), ‘Kidinho’ Rodrigues  

 

Dentro do contexto local, foi um verão bom para hoteleiros e donos de by browseonline">pousada em Torres, ainda que não tanto quanto o do ano passado.   í‰ o que diz o presidente da Associação de Hoteis,   Restaurantes, Bares e Similares de Torres (AHRBS), Euclides Rodrigues (popular Kidinho).  Segundo ele, prejudicaram um pouco o movimento do veraneio 1) o fato do carnaval ter sido mais cedo, 2)as aulas começando ainda em fevereiro, 3) o calorão não ter sido tão ‘devastador’ quanto em 2014; 5) um momento de certa recessão econí´mica e 6) a desorganização da cidade quanto a vocação para o turismo. Kidinho informa que, durante as festas principais – carnaval e réveillon –   os hotéis da cidade estiveram com lotação máxima (100%) ou muito próximo disso. Ele detalhou os momentos do veraneio   por etapas "Do pós Natal até o primeiro final de semana pós réveillon, a ocupação dos by browseonline">hotéis e pousadas foi de  100% ou próximo disso. Depois, entre janeiro e o feriado de Navegantes mantivemos uma ocupação muito boa, inclusive durante os dias de semana (quando a ocupação dos hotéis/ pousadas ficou em torno de 70%). Após isso, o movimento caiu cerca de 30% durante fevereiro, com a maioria dos hotéis e pousadas ficando com a ocupação abaixo da metade (com exceção do carnaval)". Entretanto, a presença de argentinos e uruguaios foi maior que no ano passado, e deve ter representado cerca de 20% do movimento da hotelaria.

Quanto aos meses intermediários, Kidinho conta que, em dezembro, o movimento ainda é fraco (principalmente nos dias de semana). Já em março, a baixa temporada começa e os preços, naturalmente,  caem abaixo da metade do que é cobrado (habitualmente) nos finais de semana do verã. Mas ainda assim, se mantém um pequeno lucro em março, há um ganho sempre significativo com turismo de terceira idade. Passando a Páscoa, o hoteleiro começa a botar a mão no bolso para trabalhar, o custo de manutenção é maior que a presença de turistas".

O presidente da AHRBS destacou ainda que proprietários de bares e restaurantes reclamaram do baixo gasto dos visitantes de Torres neste veraneio, comparado com 2014.   Reclama-se principalmente da decadência do ní­vel do turista e veranista que visita a cidade, uma decadência que hoje é palpável e reflete-se na economia. "Mas é fato que o preço dos serviços também aumentou acima da média na cidade, ao mesmo tempo que o visitante está gastando menos. Ainda assim, se a cidade tiver mais civilidade atrai pessoas com melhor poder financeiro".

 

Falta de profissionalismo e opçíµes no turismo

 

Conforme Kidinho, falta profissionalismo em muitos estabelecimentos no municí­pio, e as entidades torrenses não trabalham o turismo como deveriam. "Donos de imobiliárias, hotéis, bares e restaurantes não conseguem se reunir e trabalhar, há desorganização e muito amadorismo em vários pontos, dificuldade de oferecer um serviço top de linha, além de uma distância muito grande entre o poder público e a iniciativa privada", alerta o empresário, que pensa que falta um trabalho institucional para fazer do turismo uma vocação, que ocorra o ano inteiro na cidade. "Gramado tem uma dúzia de museus, e o que nós temos? Uma iniciativa como o Natal dos Sonhos, o Festival do Balonismo por alguns dias, o verão de sempre e é só. Precisamos de novos eventos, de estruturas para museus há muito prometidos, by browseonline">investimentos que façam que Torres seja aparelhada turisticamente, que não se aposte apenas em nossas belezas naturais ".

O presidente da AHRBS também questiona a utilização dos carros de som na cidade, instrumento que – embora sirvam de publicidade para o estabelecimento que o utiliza – atrapalha o sossego dos moradores e turistas da cidade. Sobre o carnaval, ele afirma que parece ser feito para torrense, "o que não deveria acontecer, pois o verão é época de trabalho para nós. Creio que o by browseonline">investimento feito para festas e atraçíµes no carnaval – bem como o aluguel com estruturas para shows, que é altí­ssimo –  seria melhor investido para aparelhar a infraestrutura turí­stica da cidade. A secretaria de Turismo deveria ser dotada de mais verba também, algo significativo que pudesse profissionalizar a área e divulgar melhor a cidade", finaliza Kidinho.  


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